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Dor no joelho que não passa: o que pode estar acontecendo (e o que realmente funciona)

  • Foto do escritor: Daniel Hidalgo
    Daniel Hidalgo
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A dor no joelho é uma das queixas ortopédicas mais comuns no consultório. Ela pode surgir após uma torção, durante a prática esportiva ou simplesmente começar de forma silenciosa e persistente, sem um trauma evidente.

O problema é que muitas pessoas convivem com a dor por semanas ou meses, tentando repouso, anti-inflamatórios ou exercícios genéricos — e não melhoram.

Mas afinal, por que isso acontece?


mulher com dor no joelho

Nem toda dor no joelho é igual

O joelho é uma articulação complexa, formada por diversas estruturas, como cartilagem, meniscos, ligamentos, tendões e músculos. Além da atuação dessas estruturas, o efeito biomecânico de outras articulações podem influenciar no joelho, como os movimentos do quadril e tornozelo.

As dores relacionadas a traumas diretos ou torcionais geralmente são mais fácil de identificar a causa, já que as lesões dos tecidos acabam sendo mais frequentes. É muito comum, por exemplo, a lesão do ligamento cruzado anterior após uma torção do joelho durante uma partida de futebol.

Contudo, as dores persistentes podem ter um diagnósticos um pouco mais difícil. Entre as causas mais comuns de dores crônicas do joelho estão:

  • Síndrome da dor patelofemoral (dor na parte da frente do joelho);

  • Condropatia, condromalácia ou desgaste da cartilagem;

  • Lesões meniscais (principalmente lesões degenerativas);

  • Tendinopatias (como a tendinite patelar);

  • Sobrecarga mecânica por desalinhamento ou fraqueza muscular.

Cada uma dessas condições exige uma abordagem diferente. É por isso que tratamentos padronizados nem sempre funcionam.


Quando é necessário investigar melhor?

Alguns sinais indicam que a dor merece avaliação especializada:

  • Inchaço persistente;

  • Sensação de instabilidade;

  • Travamento articular;

  • Dor que não melhora após alguns dias de repouso relativo;

  • Histórico de trauma com estalo;

  • Derrame articular (água no joelho) de origem abrupta.

Nesses casos, uma avaliação médica é essencial para que seja realizado um exame físico minucioso em busca das possíveis causas. Exames, como a radiografia e a ressonância magnética, podem ser indicados para que as estruturas articulares sejam avaliadas.


O que realmente funciona no tratamento?

O tratamento depende da causa, mas geralmente envolve:

  • Reabilitação direcionada. Reequilíbrio muscular progressivo, especialmente fortalecimento específico de quadríceps e musculatura do quadril, além de treino de controle neuromuscular.

  • Ajustes biomecânicos. Correção do padrão de movimento, evitando amplitudes de movimentos que provocam sobrecarga articular.

  • Controle de carga. Ajustar impacto e volume de treino é fundamental para poupar a articularção e permitir recuperação.

  • Terapias complementares. Em casos selecionados, infiltrações (com ácido hialurônico, corticoides ou outros recursos biológicos) podem auxiliar no controle da dor e da inflamação.

  • Cirurgia. Indicada apenas quando há lesão estrutural relevante e/ou falha do tratamento conservador bem conduzido.

reabilitação para o joelho

O maior erro: normalizar a dor

A dor persistente não é uma situação “normal”, mesmo em pessoas ativas e praticantes de esportes. O que é comum não deve ser considerado aceitável.

Quanto mais tempo a dor permanece sem diagnóstico adequado, maior a chance de cronificação e adaptação inadequada do movimento.


Sobre o autor

O Dr. Daniel Hidalgo é médico ortopedista com foco de atuação em Cirurgia do Joelho, realizando diagnóstico e tratamentos conservadores e cirúrgicos de lesões.

Se você apresenta dor no joelho, instabilidade ou limitação para suas atividades, entre em contato para uma avaliação especializada. Assim, você poderá ter seu diagnóstico eslcarecido e definir o melhor plano de tratamento.

 
 
 

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Dr. Daniel Hidalgo Gonçalez

CRM-SP 137.057 | RQE 41.112

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